Boca do Rio … was once an important Roman villa.
It is an Oceanic Beach located on the coast of Portugal – Iberian Peninsula – in the municipality of Vila do Bispo, bathed by the Atlantic Ocean.
Boca do rio is more than a beach, it is a place with enormous wealth, in terms of history and biodiversity. It owes its name to its natural configuration of the river mouth, functioning as the mouth of three streams that flow here: Ribeira de Vale Barão, Ribeira de Vale de Boi and Ribeira de Budens. The convergence of these water lines has developed a wetland near the mouth, known as “Paul da Lontreira” because it is a habitat for otters that also frequent the marine zone, a very rare habit in these mammals.
In the beginning of the occupation of the place, the waters of the ocean penetrated the land in the area of Boca do Rio, generating a great lagoon.
Still in 2017, a geophysical investigation of the site rediscovered the port, made up of a 40 m long limestone pier, with pierced stones for mooring boats, a ramp and access steps, which was buried under the dunes.
This was considered at the time the best preserved Roman port in Portugal.
The building that dominates the cove dates back to the 18th century, having been built by order of the Marquis of Pombal to serve the fishermen of the tuna fishing frame that operated there.
From the ancient Roman village, remains of frescoes, mosaics, changing rooms, warehouses and a fish salting factory remain, with two associated necropolises.
The complex included a villa and several productive structures, such as salting tanks for fish and seafood, where garum was made, a fish-based sauce much appreciated during Roman civilization.
In the 16th century, the site was once again occupied, this time by a framework for tuna fishing. After the 1755 earthquake, a third phase of occupation began, still during the 18th century. During this period, the Royal Companhia de Pescarias do Algarve built its warehouses on the old Roman spas, taking advantage of the original structures.
One of the main threats to the conservation of the ruins is coastal erosion.
The Boca do Rio archaeological site was classified as a Public Interest Building on September 29, 1977.
Boca do Rio…. foi em tempos uma importante “villa” romana.
É uma Praia Oceânica situada na costa de Portugal — Península Ibérica — no concelho de Vila do Bispo, banhada pelo Oceano Atlântico.
Boca do rio é mais que uma praia é um local com enorme riqueza, a nível histórico e de biodiversidade. Deve o nome à sua configuração natural de desembocadura fluvial, funcionando como foz de três ribeiras que aqui desaguam: a Ribeira de Vale Barão, a Ribeira de Vale de Boi e a Ribeira de Budens. A convergência destas linhas de água desenvolveu uma zona húmida junto à foz, conhecida como “Paul da Lontreira” por constituir habitat de lontras que também frequentam a zona marinha, um hábito muito raro nestes mamíferos.
Nos princípios da ocupação do local, as águas do oceano penetravam pela terra na zona da Boca do Rio, gerando uma grande laguna.
Ainda em 2017, uma investigação geofísica do local redescobriu o porto, composto por pontão de calcário, com cerca de 40 m de comprimento, com pedras furadas para atracar barcos, uma rampa e degraus de acesso, que estava enterrado por debaixo das dunas.
Este foi considerado na altura o porto romano em melhor estado de conservação em território nacional.
O edifício que domina a enseada remonta ao século XVIII, tendo sido construído por ordem do Marquês de Pombal para serventia dos pescadores da armação de pesca do atum que ali operou.
Da antiga vila romana, permanecem vestígios de frescos, mosaicos, balneários, armazéns e uma fábrica de salga de peixe, com duas necrópoles associadas.
O complexo incluía uma villa e várias estruturas produtivas, como tanques de salga para peixe e marisco, onde era fabricado o garum, um molho à base de peixe muito apreciado durante a civilização romana.
No Século XVI, o sítio voltou a ser ocupado, desta vez por uma armação para a pesca do atum. Após o Sismo de 1755, iniciou-se uma terceira fase de ocupação, ainda durante o Século XVIII. Durante este período, a Real Companhia de Pescarias do Algarve construiu os seus armazéns sobre os antigos balneários romanos, aproveitando as estruturas originais.
Uma das principais ameaças à conservação das ruínas é a erosão costeira.
O sítio arqueológico da Boca do Rio foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 29 de Setembro de 1977.
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