Certificação Energética.
Você já deve ter visto nos anúncios de imóveis para arrendar ou para vender em Portugal.
O que é o certificado energético?
Primeiro vamos entender o objetivo.
Um dos objetivos do certificado energético é sugerir medidas que melhorem a eficiência energética do imóvel, resultando numa redução dos consumos de energia. O que é bom para o planeta e para a sua carteira, uma vez que representará um alívio no orçamento mensal ao reduzir a despesa com a energia.
Então estamos na busca da Eficiência: Que é a obtenção do resultado esperado com o menor custo possível.
Portanto, esta informação não é relacionada diretamente se você vai passar frio ou não no imóvel e sim o quanto vai gastar, se for preciso, para não passar frio ou calor.
O Certificado.
É um documento que avalia a eficiência energética de um imóvel numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente), emitido por técnicos autorizados pela Agência para a Energia .
Contém informação sobre as características de consumo energético relativas a climatização e águas quentes sanitárias. Indica medidas de melhoria para reduzir o consumo, como a instalação de vidros duplos ou o reforço do isolamento, entre outras.
O documento é válido por dez anos para edifícios de habitação e pequenos edifícios de comércio e serviços. Depois dessa data, é preciso requerer novo certificado.
“A classe de eficiência energética média em Portugal é a C, abaixo daquilo que hoje é exigido aos edifícios novos, que é um B- [a quarta da escala].
A importância do Vidro Duplo
O vidro insulado ou vidro duplo é muito conhecido pelos benefícios acústicos, mas o desempenho térmico é uma de suas principais características, aumentando em 100% o isolamento.
Ele é bastante eficaz para equilibrar a temperatura porque a câmara de ar forma um vácuo e o calor se propaga com mais dificuldade nessa condição. Utilizando o vidro insulado é possível aumentar as áreas envidraçadas sem comprometer o conforto e o consumo de energia elétrica do ar condicionado. Ele aumenta em mais de 100% o isolamento térmico, elimina a condensação de umidade sobre o vidro, bloqueia o efeito de ‘parede fria’ e aumenta o conforto junto ao vidro. Com o uso de vidros de proteção solar diminui em até 70% as perdas de calor através do vidro, economizando energia e reduzindo a emissão de CO2.
A importância do isolamento térmico
O isolamento térmico impede que o ambiente interno perca calor e fique frio quando as temperaturas externas estão baixas, ou que fique quente quando as temperaturas externas estão elevadas. Isso tem como objetivo garantir um ambiente mais confortável e saudável.
O trabalho de isolar a temperatura é fundamental para economizar energia e, consequentemente, custos. Além do conforto, isso pode trazer uma economia de centenas de euros por ano.
COMO É CALCULADO O DESEMPENHO ENERGÉTICO DO IMÓVEL?
A classe energética indicada no certificado energético é calculada com base nas características construtivas do imóvel (orientação, paredes, pavimentos, coberturas, portas e janelas), a existência ou não de aproveitamento de energias renováveis, a forma e sistemas de ventilação (natural ou mecânica), a eficiência e o tipo de combustíveis usados nos sistemas de climatização e de produção de águas quentes sanitárias. Com base na tipologia do imóvel, o certificado energético apresenta uma estimativa das necessidades anuais de energia primária que traduz o consumo de energia necessária para manter a habitação em condições de conforto (climatização) e para a produção de água quente solar. Não inclui a energia despendida na iluminação e pelos eletrodomésticos.
Mas o que será que distingue, então, uma casa com classe de eficiência energética A+ das restantes? “Uma casa A+ privilegia três aspetos. O primeiro é a qualidade dos edifícios, das paredes, das janelas, o desempenho térmico, os isolamentos. Só os edifícios feitos na última década passaram a dar mais importância a estes fatores. O segundo ponto é ter um edifício que tenha equipamentos de elevado grau de eficiência e baixo consumo de energia. O terceiro diz respeito aos contributos de energia renováveis. Ou seja, os três aspetos que fazem com que um edifício seja A+ são a sua componente utilização de energias renováveis”.
Na prática esta escala irá nos ajudar na escolha do imóvel no arrendando ou na compra , mas de maneiras diferentes.
No caso do arrendamento considero que devemos ter maiores cuidados e procurar escolher um imóvel com uma boa eficiência, pois não podemos ou devemos fazer obras no imóvel
Já na compra, o potencial de melhoria da certificação energética pode ser uma oportunidade, já que com algumas alterações, como colocação de vidros duplos e isolamento das portas e janelas, podemos aperfeiçoar a eficiência e conseguir melhores resultados em conforto e redução de custos.
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